terça-feira, 25 de janeiro de 2011

POEMA PROTESTO



Poema protesto:

Foto: Gibson Machado

Peito Esfumaçado

Queima, joga no meu peito
Joga, nada te impede...
A impunidade é tua amiga
A omissão é tua cumplice...

Vem, queima que já é comum
Ninguém mais se importa
Autoridades não moram aqui
Não vêem o nosso drama.

Queima que ninguém reclama
Isso não aconteceu, é fantasia
É criminoso? É proposital?
Não importa.

Também não importa minha saúde
Meu sossego então,...basta...
Queima, mas queima tudo de uma vez
Pra vê se mata, só assim alguém aparece.

Aparece pra apanhar as cinzas
Cinzas daquilo que chamam cidade
Cidade que vira pó(novamente)
A Cidade dos cinzas canaviais.
Ceagá

(Em homenagem as "lindas" queimadas que "alegram" os moradores da cidade dos verdes(ou seria cinza?) canaviais.

ALICE BRANDÃO

Gibson Machado, Alice Brandão, Pedro Simões
Coluna Viver
A artista plástica potiguar, radicada em São Paulo, Alice Brandão recebeu ontem, o anúncio de receberia da União Nacional dos Artistas Plásticos e a Ordem do Mérito das Artes Plásticas, a Medalha Mérito Artístico Cultural da UNAP (com sede em São Paulo capital). O prêmio será entregue no dia 13 de março deste ano, durante a solenidade de premiação dos artistas laureados no VI Salão Internacional da Mulher. Segundo o Comendador Quirino, a escolha de Alice é justificada por seu desempenho artístico cultural, acentuadamente reconhecido no campo das artes plásticas expoente cultural.
Alice Brandão é conhecida em São Paulo, como a Picassiana por ter feito uma releitura das obras do artista espanhol. Foram mais de 500 quadros, explorando a fase cubista de Picasso, um número pequeno na frente dos 15 mil quadros pintados por ela, ao longo de 43 anos dedicados às telas. Apesar do sucesso com a releitura da obra do espanhol, foram os retratos de pessoas e paisagens que prenderam a atenção da artista.
Alice Brandão mora atualmente na cidade de São Bernardo do Campo. No interior paulista, ela divide a casa com a família e pouco mais de 800 quadros, que vem acumulando nos últimos anos. A confecção de telas faz parte de sua vida desde a infância. A sua mãe era artista plástica e se dedicava às paisagens. Como na cidade de Ceará-Mirim não havia quem restaurasse santos ou fizesse pinturas em igrejas e capelas, Alice passou a realizar a tarefa. Aos 14 anos começou a pintar quadros e a atividade era feita com tanta paixão, que a artista calcula ter feito de 1 a 2 quadros por dia. Alice tem hoje 58 anos.
Em São Bernardo do Campo ela fez uma faculdade integrada, onde teve os primeiros contatos com a arte do ponto de vista teórico. O curso foi para garantir à pintora, a capacidade de falar ao público sobre o seu próprio trabalho. Com a exposição e o curso, Alice passou a se valorizar e o suas telas ganharam boa cotação no mercado das artes. Se em Natal a pintura de uma fisionomia rendia à artista, cerca de um salário mínimo, em São Paulo chegou a valer cerca de R$ 2.500,00.
A valorização se deu inclusive, pelas frequentes exposições. Uma em Portugal e várias em São Paulo. Sendo a do metrô, a mais significativa delas. Alice foi convidada para participar das comemorações do quadragésimo primeiro aniversário de funcionamento do metrô paulista e vários de seus quadros ganharam destaque nas paredes da estação da Sé, a mais movimentada de São Paulo. O trabalho de Alice pode ser conferido no site:
picasaweb.google.com/licinhabrandao21.

O MATA BORRÃO

O Mata-Borrão
Nesses meus sábados ou nesses meus domingos, imperceptíveis, quase, tal a atribulação do meu cotidiano, faço questão de aproveitar a emergência da inspiração e vou transbordando o coração assim, escrevendo. Há tempo para tudo, está escrito, também, para que a alma seja tomada pelas saudades ou pelas lembranças nostálgicas e tempo para que o espírito se encha de satisfação e plenitude. Como há momentos de quedas do humor e outros, de elevação desses sentimentos! Agora, com um computador novo, ganho de presente, da consorte – Com sorte, sempre! Graças a Deus! –, tenho condições diferenciadas para o meu processo, mais do que simples, de criar o texto, pois que ouvindo Josefina Aguiar e Henrique Annes, antecipando os grandes da música universal, Mozart e Tchaikovsky ou Beethoven e Chopin, vou sendo invadido por essa sensação de paz interior, com a sonoridade dos meus conterrâneos ou com os acordes do inteiramente clássico.
Ora, quem como eu fez uso da velha pena, que molhada no tinteiro a intervalos regulares permitia transferir para o papel o pensamento, é muito diferente sentar diante do monitor e observar as letras se juntando em abraços fraternais, formando palavras, as quais se reúnem nas frases e vão dando gosto ao período. Dantes, quando era menino e usava calças curtas, saía de casa para a escola com a minha caneta Compactor e o meu frasco de tinta, da marca Parker e de qualidade Azul Real Lavável! Mas, fiquei maior e na idade de rapaz cheguei, como todos os meus companheiros e não esqueceram os meus pais da lembrança que fazia crescer, também, no reconhecimento dos colegas, por isso me deram uma Parker 51, de cor azul, com a tampa dourada. Usei por anos a fio e tinha a satisfação de dizer a toda a gente que nunca escarrapichou. Há quem saiba mais que verbo é esse? Nem o computador aceita de bom grado a grafia.
E se tudo está mudado, mesmo, na pós-modernidade do tempo, a máquina de escrever desapareceu do habitual das coisas e só as delegacias de polícia resistem à antigüidade do velho equipamento. Era um sacrifício datilografar, diretamente, as minhas crônicas, nem, sempre agradáveis ao leitor, para quem transmito as minhas dores e os meus ardores, os meus amores, igualmente, muitas vezes de maneira tão enrustida, que só os de casa ou aqueles de meus convívios compreendem! Sempre usei os dedos todos das duas mãos em meus trabalhos, pois que na década de 1960, nos inícios desses doces anos, quase tirei o diploma de datilógrafo, para me garantir, dizia meu pai, e trabalhar no comércio, se preciso fosse! Se errasse, todavia, era um problema e a borracha de duas cores – azul e vermelha – entrava em cena, apagando o vocábulo e permitindo a nova escrita, mas ficava tudo borrado, sujo, verdadeiramente.
Um belo dia – já contei isso por aqui –, a minha mãe comunicou a todos, na hora do jantar, que tinha visto uma caneta nova, diferente, sobretudo, e trocando o nome, chamou de “Caneta Estereográfica”, cuja característica mais importante, explicou, em alto e bom tom, era a de não exigir o tinteiro e a de não esvaziar nunca, senão de uma vez só. Uma beleza! E de pronto, todo mundo no Recife adotou a invenção, com o efeito colateral de ter o bolso, quase sempre, completamente molhado pela tinta da novidade emergente. Eram rodas azuis na camisa de muitos pelas ruas, apontando o defeito dos começos, o vazamento comum desses apetrechos que chegavam. As marcas populares ganharam fama e ainda hoje a Bic anda por aí, mostrando a cor azul-escuro da tampa e o transparente do corpo. Rabisca o bom e o ruim, risca os discursos da elite e faz o jogo do bicho, aposta no carneiro e termina dando touro, converte ente e promove a descrença. É paradoxal, então!
E o mata-borrão? Há quem se lembre disso? Só os mais velhos. É que depois da frase escrita, havia a necessidade de secar a tinta, de enxugar os excessos e para tanto funcionava o então conhecido papel de natureza porosa, com o poder de sugar os excedentes da mancha gráfica daqueles antanhos. Eram promocionais, inclusive, porque veiculavam propagandas, de remédios, por exemplo. Estas, distribuídas aos médicos, como ao meu tio Hênio, de Campina Grande, faziam a mídia da época. E ele trazia em boa quantidade para nós outros, para o meu pai e para mim, para os meus irmãos e para a minha tia velha, que fazia de suas cartas a forma de resgate dos pretéritos perdidos em terras potiguares. Em casa havia uma peça de madeira bem cuidada, na qualse colocava o mata-borrão, propriamente, fixando-se fortemente e assim era possível usar de maneira mais ampla, no texto por inteiro, quase!
Tudo isso passou! O tempo mudou ou mudaram os homens? E agora, a máquina substitui a criatura, despreza a pena e aposenta a caneta, vai dispensando o papel e diminuindo as distâncias, dando ao penitente do hoje condições de acessar o mundo inteirinho, da baixaria à nobreza, da pornografia descuidada aos textos da ciência. E viva a pátria, o computador e os avanços! Mas, viva, sobretudo, o mata-borrão!
Texto do blog de Geraldo Pereira:
http/www.blogdogeraldopereira.blogspot.com

(*) - Um texto escrito há muitos anos atrás, lembrando peças de meu tempo de rapaz, relíquias hoje nas feiras de antiguidades. Este Blog é retransmitido pelo jornal virtual A Besta Fubana. O leitor comente essas linhas no espaço mesmo do Blog ou para pereira@elogica.com.br ou ainda pereira.gj@gmail.com

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

CIRO JOSÉ TAVARES

Flavia Sobral e Ciro Tavares - primos de 3º grau
Ciro José Tavares da Silva, nascido em Natal, a 25 de agosto de 1940, formou-se em Direito na Faculdade de Direito de Recife em 1964. De 1964 a 1980 militou na imprensa, exerceu a advocacia e integrou os quadros funcionais da Esso Brasileira de Petróleo e da Siderúrgica Açonorte, ocupando funções Administrativas. Em 1981, estimulado por seus pais, abandona definitivamente tarefas vinculadas a empresas, viaja à Europa e na volta retoma sua profissão de advogado.
Iniciou-se efetivamente na literatura em 1987, publicando, a convite do jornalista Marcus Prado, dois poemas na coluna do jornal Diário de Pernambuco. Um ano depois, recebe o Prêmio Ladjane Bandeira de Poesia com o livro “Além da Rosa-dos-Ventos”, posteriormente selecionado pela UBE, RJ para o Prêmio Jorge Lima de Poesia. Contudo, sua publicação pela FUNDARPE, uma semana antes da premiação, levou o autor a retirar sua inscrição, porquanto a obra não mais correspondia ao espírito do certame, destinado a estreantes. Paralelamente, na mesma ocasião, seu “As Elpses de Phoenix” credenciara-se para o Prêmio Jorge Fernandes de Poesia, também da UBE-RJ.
A nível regional, recebeu, duas vezes, o Prêmio de Poesia Raymundo de Moraes, do Gremio Cultural Rubem Van Der Linden e da Academia de Letras de Garanhuns (PE). Integrou diversas antologias de poesias no Brasil e no Exterior. Publicou ainda Baladas e Moinhos, seu terceiro livro de poesias, e as biografias À sombra do Tempo, sobre seu pai, o cirurgião José Tavares da Silva, e A Sinfonia do outono, sobre a figura centenária de João Paulo de Souza, um ícone do mundo empresarial do Rio Grande do Norte. Resgatou e organizou o livro Álbum de Versos Antigos, de Adele de Oliveira, sua tia-avó.
Eu conheci Ciro quando fazia contatos em Ceará-Mirim para a publicação do livro de sua tia-avó a poetisa Adelle de Oliveira. Fizemos uma reunião na Biblioteca Municipal e gravamos seu depoimento a respeito dos poemas e jornais deixado pela poetisa.
O escritor é descendente da família Sobral de Ceará-Mirim, e, quando criança, passou muitas férias na residência de Adelle ao lado da linha do trem onde conheceu a história dos engenhos do vale, principalmente, o Engenho Cumbe já em ruínas.
Para homenagear Ceará-Mirim o poeta escreve, em seu livro ANÊMONAS o poema Ode a Ceará-Mirim.
I

Ceará-Mirim, Ceará-Mirim adormecida.
Regresso saudoso e no encontro lamento teu destino, renascida Tróia, na Via Láctea suspensa pelo novelo de Ariadne.
Ceará-Mirim, Ceará-Mirim eterna, submersa no vale, rasgado pelo rio. Vento, sol, neblina, entrelaçados, tecem, no abandono, verdes que alucinam, pelas mãos dos fantasmas nos escombros dos engenhos.
Cidade abençoada, submetida aos sonhos construídos à sombra dos antigos átrios, circulados de colunas jônicas.
O pólen, expirado pelos poros da cana-de-açúcar, viajou no colo da brisa do estio.
Pelas ruínas das venezianas, entregou sua estranha alma aos nossos corpos e, no silêncio das noites, extinguiu as velas de oratórios ancestrais como se nossas vidas apagassem.

II

Ceará-Mirim, Ceará-Mirim, o espírito dos antepassados, a rapidez do tempo substituiu por envelhecidas sombras fixadas na arquitetura.
Apenas a igreja, consagrada à Virgem da Imaculada Conceição, resiste e desafia à decadência.
Ceará-Mirim, Ceará-Mirim das manhãs fugidias nos invernos, claros matizes recolhidos por duendes à caixa de Pandora.
Presos entre salas e alpendres, os meninos brincavam, mas doía-lhes a umidade, emanante do assoalho e das paredes.
Na queda intermitente da água, as biqueiras davam a impressão de pêndulos metálicos que, nos relógios, arrastavam horas preguiçosas.

III

Ceará-Mirim, Ceará-Mirim.
O milagre, no final da invernada, devolução do azul ao céu escampo, lusco-fusco vespertino a conduzir nas chalupas da noite as sombras do ocaso, coaxar de rãs nos charcos, monocórdicos ruídos de grilos e besouros, a efêmera luz dos frágeis vaga-lumes.
Claros das luas espraiados nos telhados, novenas de maio, rosário de dezembro, casais de namorados nas calçadas, terraços elevados, violões harmoniosos, um estudo de Tárrega, uma sonata de Beethoven, débil luz de candeeiros, refulgindo a aguardente nas taças cristalinas.
A fumaça dos cigarros evolando-se, a solidão noturna das ladeiras, o quadro de lembranças concluído.

IV

Nas esquinas vazias, a alma dos avôs, o aroma fresco da alfazema, a lentidão dos passos.
De repente, o sino melancólico, distante, Senhor da vida, escurecendo lâmpada, estrela cadente, vida arrebatada, o caminho da estação do trem das Parcas, o último minuto, lágrimas, adeus.
Ceará-Mirim, Ceará-Mirim adormecida.
Nada regressará do mistério da viagem.
Somente eu pareço desperto no teu seio, até que a vida me liberte da saudade.

MARAVILHAS DE JANEIRO 2011

MARAVILHAS DE JANEIRO 2011
O ano de 2011 tem sido muito generoso nos primeiros dias de sua longa existência.
Janeiro foi um período especial e não poderia estar mais feliz. Viajei com minha mãe ao Rio Grande do Sul, realizando seu grande de desejo de conhecer sua sobrinha e sobrinhos residentes em Uruguaiana. Foi um sonho que delongou 50 anos!!!
Vivemos em um mundo repleto de incertezas e contradições, em função disso, procuramos enfrenta-lo de maneira adequada, superando os deslizes e precariedades do cotidiano.
Criamos nossos filhos dentro de padrões exigidos pela sociedade, dando-lhes educação e exemplos de cidadania para que no futuro sejam pessoas corretas, cuja probidade seja incontestável.
Sabemos que o caminho percorrido para alcançarmos os objetivos educacionais de nossos filhos é muito íngreme e, certamente, não conseguiremos atingir nossos objetivos sem a ajuda e parceria das nossas escolas e, consequentemente, de seus educadores.
Em 07 de janeiro, no aeroporto de Porto Alegre, quando retornava a Natal, recebi a notícia de que meu filho Rafael tinha sido aprovado no vestibular da UFRN – em sétimo lugar - para o curso de Ciências Biológicas – Bacharelado. Uma vitória particular dele, pois, em 2010 ficara na quinta suplência, o que não o abalou por ter apenas 15 anos e não havia se preparado adequadamente. Não poderia receber presente melhor que este!!!

Folder do curso Decisivo - Rafael foi homenageado como "Garoto Propaganda"

Agradecemos a Deus por tudo que temos conquistado nessa trajetória, principalmente por nos nortear no sentido de preservar a valorização da família e da religião no meio em que vivemos. É imprescindível que faça o registro da fundamental importância das escolas e educadores que ajudaram na formação intelectual de Rafael, destacado a SECAT, onde estudou o ensino fundamental, e foi muito bem orientando pelos educadores daquela escola, ao Colégio de Santa Águeda, onde concluiu o ensino médio, ao professor Ionaldo Oliveira – pelo curso de inglês e finalmente, ao Cursinho Decisivo por tê-lo norteado nos encontros “decisivo” para o enfrentamento final do concurso.
Em 22 de janeiro participei do II Sarau do Reencontro realizado pela cearamirinense Ceicinha Câmara – a conterrânea atualmente reside em Portugal com seu companheiro português Rodolfo.

Ceicinha fazendo a abertura do Sarau

O sarau do reencontro foi realizado com o objetivo de criar um intercâmbio cultural Brasil-Portugal. Através dos contatos com Ceicinha pudemos conhecer a cultura de nossos irmãos do além-mar e trocamos conhecimentos através das postagens em seu blog http://www.nlusofonia.blogspot.com/.
A programação do evento foi muito bem elaborada havia muitas atrações como recitais, performance, destacando os conterrâneos Mucio Vicente que fez o monólogo de poesia popular e Francisco Martins Neto com seu lendário Mané Beradêro.

Mucio Vicente - Cordeis

Francisco Martins - palhaço Leiturino

O ponto alto do sarau foi a oficialização de Ceicinha como membro da SPVA – Sociedade do Poetas Vivos e Afins do Rio Grande do Norte. Além disso, foi divulgada, também, a admissão da potiguar como membro dos Poetas Del Mundo. O evento foi muito bem prestigiado por autoridades da cultura de nosso estado e de Portugal. Estiveram presentes conterrâneos como o escritor Pedro Simões, esposa e filha, o escritor Ciro Tavares, a escritora Lucia Helena Pereira, Franklin Marinho, Flavia Sobral, Francisca Lopes, Edvaldo Morais, Rossini Cruz, poetas e artistas cearamirinenses como Cosme, Vera Barreto, Daniel Torres, Walter Luz, a a atriz Babi, Eudes Matineri e esposa, os blogueiros Etevado Junior e João André, Denilson Venâncio, Sayonara Montenegro, familiares e amigos e os vários artistas da família Câmara.

Escritor Pedro Simões
Poeta Português

Artista plástico e cordelista Eudes Martineri

Silvino Potêncio poeta português radicado em Natal

Escritor Ciro Tavares

historiador Franklin Marinho

Artista plástico Walter Luz - presenteado Ceicinha com uma obra

Poetisa Francisca Lopes

Cordelista Cosme

Os membros do SPVA fizeram suas homenagens para a nova integrante, principalmente, a conterrânea Lucia Helena Pereira, a poetisa das flores, que estava radiante distribuindo seus fluidos angelicais.
Outro personagem inconfundível presente no sarau foi o patrimônio do estado do RN Pedro Grilo, caracteristicamente vestido com seus companheiros: o chapéu de abas largas e o inseparável cajado. Grilo fez uma poesia para Cecinha que retribui o homenageando também com poesias... Foi um evento fantástico.

Ceicinha e Pedro Grilo

Infelizmente na província baquipiana muitos não compreendem o valor da amizade, da consideração e não prezam pelo apoio às ações relacionadas à cultura de nossa terra. O impressionante é que as pessoas que mais cobram cultura são exatamente aquelas que nunca aparecem para prestigiar os eventos.
Aqueles que não compareceram perderam uma grande oportunidade de aprender e apreender cultura, pois, através das apresentações, pudemos conhecer diversificadas formas de trabalhos artísticos, além de, principalmente, oficializarmos nossos laços de amizade através do intercâmbio cultual Brasil e Portugal. Ceicinha está de parabéns e, nós, baquipianos de raiz, felizes por fazer parte desse grupo que valoriza e ama o verde do ubérrimo chão cearamirinense.
Recebi correspondência da cidade de Olímpia, no Estado de São Paulo, para participar com os grupos folclóricos Cabocolinhos e Congo de Guerra, do 47º Festival de Folclore de Olímpia – SP que será realizado de 23 a 31 de julho de 2011.
O Festival de Folclore realizado em Olímpia, Estado de São Paulo obtém em cada edição repercussão cada vez mais contundente entre o público apreciador do folclore, estudiosos e mestres presentes. além, da participação em massa de estudantes e de pessoas advindas de todas as regiões brasileiras.
Os grupos folclóricos participantes trazem consigo suas expressões criativas e plenas em todos os níveis, indicando e respondendo positivamente aos que os assistem e dessa forma contribuem para o bem-estar da sociedade como um todo. somem-se, ainda, todos os temas abordados, quer sejam nas conferências, palestras e seminários, bem como nas apresentações dos grupos folclóricos, inúmeras questões são apontadas, mas, sobretudo, o caminho é um só: a preocupação de apoiar e assegurar as condições sociais e naturais aos homens para garantir o florescimento de suas expressões culturais dinâmicas. a organização do festival de folclore de olímpia, ainda que mudem os temas ali tratados a cada edição do evento, prioriza indagações fundamentais: as diversidades étnicas, culturais e políticas e o futuro do brasil e, especialmente, o lugar do folclore brasileiro.
A principal justificativa do festival desde sua criação na década de 50, quando o Professor José Sant'anna e seus alunos pesquisaram e expuseram sobre o tema em escolas, estabelecimentos comerciais da cidade e nas praças de olímpia é o seu compromisso de integrar o folclore de todas as regiões brasileiras e seus mestres, valorizando a diversidade cultural que compõe a sociedade brasileira, sem negar as características comuns aos elementos que a integram. conhecer e respeitar diferentes linguagens são decisivos para que possa desenvolver atitudes de dialogo e respeito para com culturas distintas daquela que conhecemos.
Ao difundir os valores tradicionais, fonte de inspiração das manifestações folclóricas, o Festival de Olímpia contribui decisivamente para o fortalecimento da consciência e da unidade nacional, celebrando o mês do folclore, estimulando e cultivando os mais diferentes grupos folclóricos, além de proporcionar oportunidades para o estudo e a apreciação de fatos folclóricos, pois seu cuidado e preservação mantém vivo o espírito coletivo, fonte constante de inspiração e estímulo. esse encontro anual contribui para que pessoas das diversas regiões do país que, acreditando na força espiritual do folclore, acreditem, também, o folclore como promotor da paz e horizonte de um mundo cada vez melhor.
Atualmente, o festival – que em suas etapas iniciais privilegiava o folclore local e regional – é reconhecido como o maior do Brasil no gênero, notabilizando-se por preservar e celebrar espetacularmente a cultura brasileira reunindo grupos folclóricos e parafolclóricos provenientes de diversos pontos do país em meio a outras atividades paralelas. em razão do enorme prestígio que o mesmo alcançou ao longo dos anos, atribuiu-se a olímpia o consagrador título de “capital do folclore”.
Faz-se importante destacar que, em decorrência de muitas manifestações folclóricas estarem em vias de extinção em suas regiões de origem, a sobrevivência de muitos destes grupos folclóricos encontram no festival de olímpia motivação para manterem-se vivos, atuantes e desta forma lutando por suas histórias e tradições. milhares de estudantes de todos os níveis escolares encontram no festival do folclore fonte de pesquisa e desenvolvem o espírito de cidadania e civismo através de conhecimento de suas raízes. a economia local e regional é fortalecida com a realização do evento.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

ENTREVISTA DAS VANILDES



Em 25/12, minha mãe (Vanilde) visitou sua sobrinha vanilde em Uruguaiana no Rio Grande do Sul. O primeiro contato entre elas se deu através de carta no início dos anos 1960. A partir daí, a amizade e o amor entre eleas, ficaram cada vez mais intensos. Após 50 anos de correspondências minha mãe resolveu coinhecê-la pessoalmente. Eu a acompanhei e ao chegar em Uruguaiana, fiz um pequeno histórico da amizade delas e enviei para a RBS TV local (filiada da Globo). Eles de interessaram pela história e fizeram a reportagem que foi transmitida para todo o estado do Rio Grande do Sul no "Jornal do Almoço".

domingo, 2 de janeiro de 2011

ADEMAR ROSSINI

Artista uruguaianense Ademar Carvalho Rossini e sua obra homenagem a índia Diacuí

Monumento à índia Diacuí esculpido pelo uruguaianense Ademar Rossini mandado pelo sertanista, também uruguaianense, Ayres da Cunha.
Diacuí foi a primeira índia a se casar legalmente com um homem branco no Brasil. Ayres da Cunha conheceu a selva em 1939 e viveu entre os índios até 1953.
Na tribo Kalapalo encantou-se pela índia Diacuí, com quem se casou em 1952, na igreja de Candelária, no Rio de Janeiro. Os padrinhos do casamento foram o presidente Getulio Vargas e o jornalista Assis Chateaubrian.
Em 1953, dez meses após o casamento, em 10 de agosto de 1953, Diacuí faleceu por complicações no parto de sua filha.
Em homenagem a Diacuí, o sertanista mandou fazer o monumento em bronze por meio do qual declarava seu amor a bela índia.
O monumento foi danificado por vândalos e recentemente foi restaurado pelo seu autoro escultor Ademar Rossini.
Visitando o Centro Cultural Pedro Marini em Uruguaiana tive a satisfação de conhecer pessoalmente o famoso escultor gaúcho, filho da cidade, Ademar Rossini, autor de parte das obras esculpidas na região.

Ademar Rossini e Gibson Machado - Centro Cultural Pedro Marini

Suas obras estão espalhadas pela cidade, dstacando-se o o busto de Alceu Wamosy, poeta simbolista uruguaianense, que pode ser apreciada na Praça Barão do Rio Branco. Tem ainda diversas obras executadas para as forças armadas, Exército, Aeronautica e Marinha de onde tem recebido inúmeros diplomas de agradecimento e elogios pelo seu trabalho.
Grande restaurador de peças antigas, Rossini além de ter trabalhado para a igreja Nossa Senhora do Carmo, orgulha-se em salientar que restaurou a imagem de Iemanjá – do seu grande amigo o saudoso Acário Carvalho.
Tem trabalhos no Uruguai e na Argentina, com valores de família significativos e restaurações de obras de artistas conceituados.
Em junho de 2010 esculpiu o busto de Norberto Bobbi, considerado o maior filósofo italiano do século XX, que foi colocado na Praça Itália, em frente ao Forum de Uruguaiana. Essa praça foi um presente dado à cidade por sugestão da Sociedade Italiana em parceria com a Prefeitura Municipal.
Atualmente está esculpindo o busto de um sargento que lutou na Guerra do Paraguai. Inicialmente ele faz o modelo em argila para finalmente transformar seu trabalho em broze através de fundição.

Ademar Rossini em seu atelier esculpindo um sargento que lutou na Guerra do Paraguai

Ademar Rossini é um artista simples e sua humildade é tanta que, em nosso primeiro contato, convidou para conhecer seu atelier. É digno de toda admiração do povo de Uruguaiana, uma vez que, sua obra conta a história regional e divulga o nome de sua cidade além das fronteiras do Rio Grande do Sul.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

PASO DE LOS LIBRES - ARGENTINA

Paso de los Libres, mais conhecida pelos uruguaianenses como Libres, é uma cidade Argentina da província de Corrientes, na fronteira com o Brasil, na margem ocidental do Rio Uruguai. A cidade é relativamente pobre e, segundo o censo de 2001, possui 43.805 habitantes. Para os brasileiros seu principal ponto turístico é a vista para a cidade brasileira de Uruguaiana, com a qual faz fronteira e é ligada através da Ponte Internacional Uruguaiana-Paso de los Libres. Na cidade de Libres estão localizados restaurantes apreciados pelos uruguaianenses, com destaque para as parrillas e massas, La Farola e e Don Alejandro. Também há o cassino Rio Uruguay, muito frequentado por brasileiros. Outro grande atrativo da cidade para os brasileiros é fazer compras, com destaque para queijos, cervejas - vendidas em garrafas de um litro, azeites de oliva, vinhos, alfajores, torrones e roupas. Todos esses produtos são de qualidade muito superior aos similares brasileiros e os seus preços são mais convidativos.
Visitando a cidade pude observar que a valorização da arte e cultura é bem forte, pois a intendência (prefeitura) da cidade cria espaços em toda a cidade para exposição de painéis artísticos criados por artistas do mundo inteiro.
Esse projeto foi projetado pela artista plástica Cristina del Castillo, a partir de 2004 em criou murais com criações pessoais.
A artista convidou artistas do mundo inteiro a enviar uma placa de cerâmica feita a mão com um tema livre, sem descriminação e sem nenhum custo.
Respondendo a convocação, 1500 artistas da Argentina e do estrangeiro realizaram suas obras para o projeto de arte coletivo: “Placas de Artistas”.


Placas de Artistas

No mural, o individual passa a formar parte de um todo adquirido um novo significado.
Os murais foram instalados em vários lugares da cidade de Paso de los Livres, na província de Corrientes, Argentina.
Foram realizadas três edições do projeto, 2004, 2007 e 2009, nelas participaram 1500 artistas de 37 países.
Os países participantes através de seus artistas, mostram com as Placas de Artistas, a queda das barreiras em que colaboram com a vontade participativa de um mundo ansioso por igualdade de oportunidades e principalmente de paz.
Os murais contribuem também para o acesso à produção artística regional e internacional.
Seria importante que pensássemos um projeto semelhante para nossas praças e que fizéssemos uma campanha com os artistas locais e convidados internacionais.
Farei um projeto baseado no Placas de Artistas na E. E. Otto de Brito Guerra onde os artistas serão meus alunos do ensino médio.

Escultura de um embrião no interior de um ovo

Área cercada onde os artesãos fazem exposições permanentes na praça San Martín

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

VISITANDO URUGUAIANA - RS

As Vanildes às margem do rio Uruguai - clube do Cantão

Dia 25/12 saímos minha mãe e eu, para visitar familiares na cidade de Uruguaiana, Rio Grande do Sul.
Essa história começou no final dos anos1950 quando Walter Machado, irmão de minha mãe, era fuzileiro naval e foi designado para trabalhar na fronteira Brasil/Argentina. Nesse período conheceu Nicolarsa, com quem casou.
Walter gostava muito de sua irmã Vanilde e, para homenageá-la, colocou seu nome na primeira filha do casal. A criança não sobreviveu, então, quando a segunda filha nasceu, ele voltou a colocar o nome de Vanilde.
No inicio dos anos 1960 minha mãe iniciou uma correspondência com sua sobrinha Vanilde, na época ela estava com 4 anos e sua primeira carta foi um desenho de um coelhinho da páscoa. A partir daí elas nunca mais pararam de se comunicar.
A história dessa amizade ultrapassou o tempo e as novas tecnologias, pois a correspondência iniciou através de cartas, quando apareceu o telefone, na década de 1970, o contato foi, também, através do telefone. Atualmente elas falam diariamente, na internet.
Minha mãe realizou seu maior sonho: conhecer a sobrinha querida. Quando chegamos a Uruguaiana foi uma verdadeira festa. Elas estavam muito felizes. Até hoje ainda não acreditam que estão juntas e que realizaram esse encontro tão esperado.
A fundação de Uruguaiana deu-se em 24 de fevereiro de 1823, e a emancipação política e administrativa em 29 de maio de 1846.
O município nasceu sob a proteção da Bandeira Farroupilha, fundada pelo Ministro da Fazenda Riograndense, Domingos José de Almeida, julgando necessário a instalação de uma povoação à margem esquerda do Rio Uruguai, fronteira com a Argentina.
Pelo Decreto nº21 de 24/02/1823, foi criada uma capela denominada Capela do Uruguai A nova freguesia, chamava-se no início Santana do Uruguai, porém pela lei provincial nº 58, de 29 de maio de 1946, foi elevada a categoria de vila, a qual passou a chamar-se Uruguaiana.
Sua base econômica é a agricultura e a pecuária, com 80 mil hectares de arroz, e possui o maior rebanho de gado do Estado.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

PHILARMÔNICA 12 DE OUTUBRO

No jornal "O Ceará-Mirim", publicado todos os domingos, onde era redator chefe o sr. Antonio Alves, na edição nº 38, de 13 de outubro de 1912, encontrei a seguinte notícia:
" Mais um anno de sua fundação completou, hontem, a banda musical "12 de Outubro", havendo por esse motivo animadas festas.
Ao som estridente de uma salva de 21 tiros (*), a "12 de Outubro" rompeu a alvorada, provendo, em seguida uma passeata. A tarde. fez retreta na Praça Augusto Severo e, a noite tiveram logar animadas dansas em casa de residencia do director da Philarmonica Venerando Consentino, promovidas pela classe caixeira!, as quaes se prolongaram até as duas da madrugada.

(*) Será a salva de 21 tiros referentes a 21 anos de idade??? Se for, a banda 12 de Outubro teria sido fundada em 12 de outubro de 1891!!!

CENTRO ESPORTIVO E CULTURAL

Em pé: Gibson, Marcel, Carlos Lopes, Ubiratan, Varela e Carlos Junior
Embaixo: João Bosco, Domingos, Carlos Sobral e Quinho

Dia 18 de dezembro o Centro Esportivo e Cultural realizou sua confraternização com seus diretores e respectivas esposas.
O encontro foi realizado na área de lazer da residência do presidente Ubiratan Severo.
O Centro Esportivo e Cultural iniciou suas atividades a partir de 1938, quando jovens abnegados fundaram a instituição, foram eles: Antonio Potengi, Jurandir Carvalho entre outros.

A diretoria atual iniciou suas administrações a partir de 1996 tendo como primeiro presidente Carlos Sobral. A partir de 1996 foram presidentes Carlos Sobral, Domingos Barreto, Edmarcos Moreira, Paulo Roberto França (dois mandatos) e Ubiratan Severo (dois mandatos).

Na proxima reunião será definida a nova chapa para o biênio 2011/2012. Esperamos que possamos realizar um bom trabalho em prol da preservação daquele patrimônio histórico e cultural de Ceará-Mirim.

Na última assembléia foram integrados ao grupo os senhores João Bosco, Ricardo Miranda e Macell Bezerra.
Fernanda Rafaela, Minininha, Rosa, Fatima Fagundes e Irajanne

FÉRIAS...


Essa caravela foi presente do saudoso amigo e mestre Raimundo. Ele montou o barco pacientemente e, quando partiu para o outro lado, sua companheira me fez a doação dizendo que tinha certeza que o mestre gostaria que o barco ficasse comigo.

A nau estava um pouco desgastada, as peças se quebram, as linhas ficam frouxam, e as velas cobertas pelapoeira. Hoje decidi colocá-lo na oficina e iniciei o processo de restauração. Enfim, terminei o trabalho!!! O mestre está feliz em vê-lo quase novo!!!!

A INTRIGA DO BEM

Eliel Silva, Pedro Simões, Gibson Machado e Lucia Helena Pereira


Dia 07 de dezembro fui com o amigo Eliel ao lançamento do “livro A intriga do Bem” do grande mestre Pedro Simões.
O livro A Intriga do Bem trata de perfis de amigos e amigas de Pedro Simões que ele romanticamente descreve com admiração, como ele mesmo diz no breviário do livro:
Gibson Machado, Alice Brandão e Pedro Simões

O mestre de todos os potiguares, nordestino e brasileiros, Luís da Câmara Cascudo, disse certa vez que são muitos os que se ocupam em falar mal e poucos os que cuidam da intriga do bem.
Estes “perfis” servem à intriga do bem. Trato de alguns amigos e amigas que tive a fortuna de (re)colher ao longo do tempo. Aprendi a admirá-los pela preciosa e rara essência espiritual. Não são bons por serem meus amigos, são meus amigos por serem bons e originais nas suas individualidades.
São, sobretudo, humanos. Neles não reside o mítico, nem o lendário. São construções imperfeitas que lograram superar-se. São ícones multifacetados, com certos ângulos assimétricos, de incompreensível assimilação, de tal modo que só uma câmara que alcance grandes angulares e sensibilidade na perfeita captação da imagem sutil pode revelá-los e exibi-los num contexto de claridade e nitidez compreensíveis.
Não sei se consegui, mas tentei amostrá-los a partir do perfil mais fotogênico, sob a adequada exposição à luz – uma foto de efeito Kirlian, que revelasse as suas auras, a visibilidade da alma de cada um.

Pedro autografando seu livro intriga do bem

O lançamento aconteceu no salão do SESC da cidade e estava muito aconchegante. Muitos amigos estavam prestigiando o autor.
Havia muitas pessoas de Ceará-Mirim que estão ausentes da cidade, famílias que ajudaram a construir nossa província como os Brandão, Correa, Pereira, entre eles encontrei amigos como Emerson (Xuxa) filho do ex-prefeito Aderson Eloy, Iran Costa, Lucia Helena Pereira, Franklin Jorge, Inacio Magalhães de Sena, Bartolomeu Correia de Melo e sua esposa. Tive a enorme satisfação de ficar com meu amigo Bartola numa noite agradabilíssima, onde conversamos muito e colocamos alguns assuntos baquipianos em dia.
O evento foi, também, a exposição da artista plástica cearamirinense Alice Brandão. A obra de alice revela seu alto nível artístico em que pôde mostrar suas habilidades como hiperrealista, nos quadro dos perfilados do livro a intriga do bem. É impressionante como nossa artista maior viaja no imaginário através de sua arte quando apresenta obras retratadas como releituras do grande mestre Picasso.
Fique muito feliz porque entre as obras expostas havia algumas que foram baseadas em fotografias tiradas por mim em Ceará-Mirim.
No folder Alice Brandão: uma pintura feita de paixão e memória, Pedro Simões diz que a obra de Alice revela registros importantes até mesmo para o cenário artístico internacional, com suas “releituras” do genial Picasso. Mas, continuo provinciano e irremediavelmente preso na gaiola esverdeada da terra dos canaviais, com os olhos furados que nem Assum Preto da música de Luis Gonzaga, para só me valer da memória do que colhi na minha infância e adolescência.
Por isso reverencio o conjunto da obra da “minha artista predileta” como ela própria costuma dizer por mim mesmo (e é verdade) mas guardo nos meus arquivos e no mais profundo da minha alma de também artista, as “leituras” que ela faz das suas raízes cearamirinenses.
Aliás juntamo-nos os três, ela, Gibson Machado – um emérito cearamirinense devotado à preservação da memória “canavieira – e eu, e planejamos a “casa da memória visual do Ceará-Mirim”, reunindo telas da artista e o acervo iconográfico de Gibson. Quem viver, verá.
Pedro Simões

ANTES E DEPOIS DA FACULDADE

COISAS QUE VOCÊ DEVE SABER ANTES DE ENTRAR NA FACULDADE:

01. Não importa o quão tarde é a sua primeira aula, você vai dormir durante ela;
02. Você vai mudar completamente e nem vai notar;
03. Você pode amar várias pessoas de maneiras diferentes;
04. Alunos de faculdade também jogam aviões de papel durante as aulas;
05. Se você assistir às aulas calçado, todo mundo vai perguntar por que você foi tão chique para a faculdade;
06. Cada relógio no prédio mostra um horário diferente;
07. Se você era inteligente no colegial... azar o seu!
08. Não importa tudo o que você prometeu quando passou no vestibular, você vai às festas da faculdade, mesmo que sejam na noite anterior à prova final;
09. Você pode saber toda a matéria e ir mal na prova;
10. Você pode saber nada da matéria e tirar dez na prova;
11. A sua casa é um ótimo lugar para se visitar;
12. A maior parte da educação é adquirida fora das aulas;
13. Se você nunca bebeu, vai beber;
14. Se você nunca fumou, vai fumar;
15. Se você nunca transou, vai transar;
16. Se você não fizer nada disto durante a faculdade, não fará nunca mais na vida, a não ser que você faça uma nova faculdade;
17. Você vai se tornar uma daquelas pessoas que seus pais falaram para você não se meter com elas;
18. Psicologia é, na verdade, biologia;
19. Biologia é, na verdade química;
20. Química é, na verdade física;
21. Física é na verdade matemática;
22. Ou seja, mesmo depois de estudar anos, você não vai saber nada;
23. Que sentir depressão, solidão e tristeza, não são frescuras de quem não tem o que fazer;
24. Você sempre vai prometer que no próximo semestre você vai estudar mais, farrear menos, mas que sempre acontecerá o contrário;
25. As únicas coisas que compensam na faculdade são os amigos que você fará lá;
26. Você não verá a hora de terminar a faculdade;
27. E quando terminar perceberá que foi a melhor época de toda a sua vida.

QUANDO A FACULDADE TERMINA OS SINAIS DE QUE VOCÊ NÃO ESTÁ MAIS NA FACULDADE ACONTECEM QUANDO:

01. Fazer sexo em cama de solteiro é um absurdo;
02. Há mais comida do que cerveja na sua geladeira;
03. 6:00 h da manhã é quando você acorda, e não quando vai dormir;
04. Você escuta a sua música preferida num elevador;
05. Você carrega um guarda-chuva e dá a maior importância para a previsão do tempo;
06. Seus amigos se casam e se divorciam ao invés de ficarem e terminarem;
07. Suas férias caem de 130 para 15 dias por ano;
08. Calça jeans e camiseta não são mais consideradas vestimenta;
09. É você que chama a polícia porque a mulecada do vizinho não sabe como abaixar o som;
10. Você não sabe mais que horas os auto-lanches fecham;
11. Dormir no sofá te dá uma puta dor nas costas;
12. Você não tira mais aquele cochilo do meio-dia as 6 da tarde durante semana;
13. Você vai à farmácia comprar um remédio para a dor de cabeça e antiácidos ao invés de camisinhas e testes de gravidez;
14. Você come as comidas do café da manhã na hora do café da manhã;
15. Mais de 90% do tempo em que você passa em frente a um computador, você está trabalhando de verdade;
16. Você não bebe mais sozinho em casa antes de sair para economizar dinheiro antes da noitada;
17. E o mais importante.. . Você não tem tempo sequer de ler um e-mail como este e aproveitar para passá-lo para seus velhos amigos, para que eles lembrem que também estão velhos e os bons tempos da faculadade já eram...

O TEMPO PASSA DEPRESSA DEMAIS!!!!
--
Daniel Pacheco Figueiredo
Letras - UFC

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

O ÚLTIMO DISCURSO



É simplesmente fantástico... arte e genialidade de mestre!!
O ÚLTIMO DISCURSO


Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo – não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar e desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover a todas as nossas necessidades.

O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódio... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.

A aviação e o rádio aproximaram-nos muito mais. A própria natureza dessas coisas é um apelo eloqüente à bondade do homem... um apelo à fraternidade universal... à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhares de pessoas pelo mundo afora... milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas... vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que me podem ouvir eu digo: “Não desespereis! A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia... da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem homens, a liberdade nunca perecerá”.

Soldados! Não vos entregueis a esses brutais... que vos desprezam... que vos escravizam... que arregimentam as vossas vidas... que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como gado humano e que vos utilizam como bucha de canhão! Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar... os que não se fazem amar e os inumanos!

Soldados! Não batalheis pela escravidão! Lutai pela liberdade! No décimo sétimo capítulo de São Lucas está escrito que o Reino de Deus está dentro do homem – não de um só homem ou grupo de homens, mas dos homens todos! Está em vós! Vós, o povo, tendes o poder – o poder de criar máquinas. O poder de criar felicidade! Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela... de fazê-la uma aventura maravilhosa. Portanto – em nome da democracia – usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo... um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice.

É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos!

Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontrares, levanta os olhos! Vês, Hannah? O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo – um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergue os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança. Ergue os olhos, Hannah! Ergue os olhos!

Eis aqui um texto atualíssimo, que seria uma boa mensagem para alguns “senhores da guerra” espalhados pelo nosso planeta.

Este texto é tão recente que teve sua estréia declaratória em Nova York no dia 15 de outubro de 1940, dito por Adenoid Hynkel (uma sátira a Adolf Hitler), em uma maravilhosa cena do filme O Grande Ditador (The Great Dictator), com Charles Chaplin. No final daquele ano, a Associação de Críticos de Cinema de Nova York o elegeu como melhor ator.

Por incrível que pareça este discurso do filme foi um dos motivos pelo qual Chaplin seria expulso dos Estados Unidos alguns anos mais tarde.

Eis um discurso, chamado de “o último”, que entrou para história e ainda serve, e vai servir, de reflexão para aqueles que acreditam na solução pela guerra.

Cesar Romão
www.cesarromao.com.br

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

ECOARTE PAPEL RECICLADO.avi



Vídeo da oficina de reciclagem de papel na Escola Municipal Dr. Julio Senna em Ceará-Mirim/RN em 17/11/2010.

10ª FECIMAS - 2010

Banner com homenagens a mim e Franklin Marinho
Nos dias 25 e 26 de novembro a Escola Municipal Professora Maria Ester Paiva em Massangana, realizou a FECIMAS/2010, com a temática; "Ceará Mirim: tempo e espaço da cultura potiguar.", a escola pretendeu provocar uma reflexão sobre o patrimônio histórico e cultural do município, lançando um olhar de preocupação, indignação e inquietação como estão sendo tratados os aspectos da cultural local, ao mesmo tempo também comemora parcerias inéditas como a do SESC-RN que também está se juntando a este grande projeto educativo e social que é desenvolvido pela EMEP e agora completa uma década de muito sucesso , responsabilidade e credibilidade, juntam-se também a esse ideal já alguns anos, a BRASECO e a CBTU , além de outras instituições que acreditam no poder da transformação social pela via da educação.
A décima edição da Fecimas - Feira de Conhecimentos e Integração de Massangana foi encerrada na sexta-feira, 26/11/2010 com as palestras interativas da Braseco S/A. e da CBTU, a
ntes das palestras , alunos da Educação Infantil e Fundamental - anos iniciais:( 1º ao 5º ano) presentearam o público presente no evento, com diversas apresentações teatrais com releituras de obras clássicas da literatura infantil e juvenil; ( Branca de Neve, Os três porquinhos, A linda Rosa Juvenil, O Nascimentro de Cristo, A felicidade das Borboletas, etc). O dia foi de muitas alegrias e fortes emoções, pela manhã, aconteceu um bate papo com o memorialista local Flanklin Marinho e os alunos do 9º ano da escola, no início da tarde Flanklin Marinho e o pesquisador e professor Gibson Machado foram homenageados por alunos e professores do turno noturno como ícones da cultura cearamirinense. Segundo a organização do evento, a participação da comunidade foi maciça e de fundamental valor." Muitas pessoas visitaram os estandes produzidos pelos alunos, as exposições de Nísia Floresta e João Cândido e participaram ativamente das palestras de Educação, Saúde e Cultura, mais uma vez a EMEP cumpre seu papel com a comunidade local, a gente fica muito feliz quando isso acontece, é uma resposta positiva da sociedade ao trabalho desenvolvido pela instituição escolar". comenta a gestora da escola, profª Marta Pessoa, que em nome da Escola agradece e divide com todos os alunos, professores, funcionários, colaboradores e parceiros o sucesso do projeto.
Fico muito lisonjeado quando convidado para participar de eventos culturais e palestras nas escolas de Ceará-Mirim. É uma emoção constante porque é o reconhecimento do esforço por aquilo que lutamos e, também, é a certeza que as sementes plantadas estão começando a brotar, refazendo e reinventando um novo caminho.
Fui à Massanganda para falar a respeito da cultura popular de Ceará-Mirim representados pelos seus folguedos, costumes, artesanato, lendas, culinária, medicina popular e tantas outras tradições. Contribuímos, também, com a exposição fotográfica que tinha sido realizada no concurso de fotografias Dr. Julio Gomes de Senna produzido pelos alunos da rede de ensino de Ceará-Mirim: E.E. Otto de Brito Guerra, E.M. Dr. Julio Gomes de Senna e SECAT – Centro de Ensino Casa da Titia.

Exposição Concurso Julio Gomes de Senna - 2010

Fiquei bastante emocionado quando descobri que a escola tinha feito uma homenagem a minha pessoa como ícone da cultura cearamirinense, é muita responsabilidade para esse humilde professor e guardador da memória de Ceará-Mirim, principalmente, porque a homenagem estava sendo prestada ao lado do grande mestre Franklin Marinho, essa figura que é, atualmente, a maior “enciclopédia” viva de nossa província do baquipe. Agradeço de coração a escola e me disponho a quando necessitarem estarei à inteira disposição.
São projetos como o da Escola Municipal Maria Ester Paiva de Massangana que provam que é possível fazer uma educação de qualidade através de ações junto à comunidade. É a escola sair de dentro dos muros e conquistar a confiança dos parceiros que estão de braços abertos para contribuir na formação de nossos estudantes.
Parabéns a todos que participaram direta e indiretamente da FECIMAS/2010.

Grupos que encenaram os contos infantis tradicionais

OFICINA PAPEL RECICLADO

Professores e alunos

Dia 17 de novembro fui convidado para realizar oficina de papel reciclado na Escola Municipal Dr. Julio Senna. Para a execução da oficina convidei a arte-terapêuta Noelma Thiago a fim de colaborar durante o processo. A oficina estava relacionada à culminância do projeto de meio ambiente trabalhado com os alunos, cujo encerramento se deu, através de uma feira de conhecimentos.
A escola estava muito movimentada com várias oficinas de matemática, reaproveitamento alimentar, papel reciclado, entre outras.
A oficina teve uma inscrição de uns vinte alunos que participaram efetivamente das atividades. Iniciamos fazendo uma breve explanação a respeito da origem do papel e a importância de sua reutilização como forma de preservar o meio ambiente. Em seguida fizemos uma pequena amostra do que pode ser feito com o papel produzido, dando novas utilidades através de envelopes, capa de cd, sacolas, pastas de arquivo, etc.
A equipe da Escola Municipal Dr. Julio Gomes Senna está de parabéns por desenvolver atividades educativas tão importantes na construção de novos conhecimentos, além de oportunizar outros professores de colaborarem e divulgar suas atividades.

Alunos picotando o papel

Professor Gibson - orientando os alunos

Demonstrando como colocar e retirar a peneira com polpa de papel
Alunos retirando o papel

Professora Noelma demonstrabdo como fazer um molde de envelope