sábado, 6 de agosto de 2016

SOBRE A ORIGEM DO NOME CEARÁ-MIRIM


Sobre a origem do nome CEARÁ-MIRIM.

Muitas pessoas perguntam a origem do nome Ceará-Mirim e, também, questionam sobre o nascimento do índio Poti, o Dom Antonio Philippe Camarão em terras do baquipe. Pois bem, não sei dizer o que é certo, no entanto, Nestor Lima, no Município do Rio Grande do Norte: Ceará-Mirim e Currais Novos, 1937 faz a seguinte referência:

“O nome SEARÁ relativo ao rio e à várzea, que é hoje o afamado centro açucareiro, já era conhecido em 1602, ou melhor, 1604, quando Jerônimo de Albuquerque concedeu terras a Affonso Alvares (Auto de repartição das terras do Rio Grande, (Ver. Inst. Hist. Vol. VIII, pag. 30).
Somente 3 ou 5 anos mais tarde, (1607) é que foi fundada a aldeia do Ceará, por iniciativa dos jesuítas Francisco Pinto e Luiz Figueira, sob a proteção do chefe potiguar Amany (Algodão), segundo o des. Luiz Fernandes, (cit. Ver. Pag. 101), e Barão de Studart (Datas e Fatos para  Hist. Do Ceará, 1º vol. Pag. 6). O nome da aldeia resultou do lugar e do rio que os fundadores deixaram aqui. Mas, o Ceará do norte cresceu e tornou-se capitania e província. Quando se tratou de mudar, para o povoado “Boca da Mata”, a sede do município de Extremoz, deu-se à nova vila o nome de Ceará-Mirim, para distingui-la do Ceará-Grande, como as vezes chamavam o território além de Tibau.

Mas, o que não tem é que o primitivo nome Seará ou Ceará, pertencia ao rio e a várzea, que os agentes de El Rey, em 1614, consideravam “muy formoso rio dagua doce, que alaga a dita várzea” e que daria “muy formosos canaviais”. (Ver. Inst. Cit. Vol. Pag.9). Ainda existe o lugar Ceará, que fica perto do Tabuão, aonde, diz a tradição ter sido a taba dos potyguares e nascido o chefe imortal, Poty ou Potyguassú, posteriormente, D. Antonio Philippe Camarão.”

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